
Como escrever uma tese para redação do Enem?
giovana murça | 04/04/25A tese deve ser objetiva e direta, posicionando-se de maneira convincente já na introdução
Você já deve ter ouvido que para escrever uma boa redação é preciso ter repertório sociocultural, não é mesmo? O emprego desse repertório é, inclusive, uma das competências avaliativas da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem):
Competência 2:
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.
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Além disso, com crescente foco na interdisciplinaridade e na análise crítica de temas contemporâneos nos textos, a construção de um repertório rico em informações, exemplos e argumentos se tornou essencial para escrever uma redação de qualidade e conseguir uma boa nota na redação.
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O repertório sociocultural nada mais é do que seus conhecimentos, referências e visão de mundo obtidos por meio de diversos campos do conhecimento e experiências de vida. Esses conhecimentos não precisam ser, necessariamente, aprofundados. Muitos deles são absorvidos naturalmente na vida cotidiana.
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Por ser uma das competências cobradas no Enem, os corretores já esperam o uso de referências externas para dar embasamento à argumentação.
Sendo assim, “a primeira vantagem de usar o repertório é conseguir uma nota maior”, aponta Luma Dittrich, professora do canal do Youtube Luma e ponto, mais conhecida como “Fada da Redação”.
“Além disso, ter repertório facilita na argumentação, porque o participante pode apoiar sua argumentação em fontes de autoridade, em vez de ter de pensar toda a argumentação sozinho”, completa Luma.
O repertório sociocultural não é – e nem deve ser – usado apenas por usar. Ele deve ser inserido de forma coerente para enriquecer o texto. As citações, dados, contextualizações e alusões históricas fundamentam, justificam e fortalecem seus argumentos.
No Enem, os corretores também avaliam a diversidade do conhecimento inserido no texto, pois eles evidenciam que o candidato está atualizado com o que acontece à sua volta. Independentemente do tema, é possível utilizar informações das áreas social, cultural, histórica, artística, científica, filosófica etc.
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As referências externas não podem aparecer de forma aleatória e sem ligação com o restante do texto. As informações devem ser muito bem selecionadas e articuladas na redação.
Isso porque, na competência 3, o Enem também avalia a forma que o estudante seleciona, relaciona, organiza e interpreta as informações, fatos, opiniões e argumentos na hora de defender seu ponto de vista.
A professora Luma recomenda a utilização do repertório sociocultural nas três partes da redação dissertativa-argumentativa:
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Além disso, a Cartilha de Redação do Enem não recomenda que o candidato se prenda às ideias dos textos motivacionais da proposta de redação. É necessário se posicionar de maneira crítica sobre o tema; fugir do óbvio e do senso comum.
Os argumentos que problematizam e polemizam o tema de redação podem chamar a atenção dos corretores positivamente, demonstrando boa capacidade de argumentação.
No caso de citações de filósofos e dados, por exemplo, é imprescindível dar os créditos ao autor daquelas ideias ou à organização que realizou a pesquisa. Sem as devidas referências, a redação pode ser acusada de plágio e perder muitos pontos.
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O repertório sociocultural pode ser adquirido de diversas formas. A mais básica e essencial é a leitura de livros e materiais didáticos dos mais variados temas e disciplinas. Quem desenvolve o hábito da leitura, além de ganhar bagagem cultural, se torna um escritor melhor.
Para ficar conectado com as atualidades do Brasil e do mundo, é imprescindível que o estudante acompanhe os noticiários. Outras fontes de diversas informações são os filmes, documentários, séries, músicas e, até mesmo, as redes sociais. Para ampliar ainda mais os horizontes, é possível frequentar museus, eventos culturais, exposições e rodas de discussão.
É muito importante consumir todas essas informações de maneira ativa. Ou seja: de forma atenta e crítica; não aceitar qualquer opinião sem questionar. Além de sempre buscar uma variedade de opiniões, evitando ficar preso em apenas uma visão de mundo.
A dica da professora Luma é buscar repertório em conteúdos que abordem as mazelas da humanidade e os problemas sociais, para que sejam produtivos em vários temas.
“A forma mais prática e efetiva é descobrindo filósofos que estudaram as características da sociedade (como Zygmunt Bauman, Hannah Arendt, Aristóteles), fatos históricos que deixaram legado (como o Período Colonial), leis que regulamentam como deve ser a vida no Brasil (como a Constituição Federal de 1988), obras literárias ou autores que caracterizaram a sociedade (como Machado de Assis)”, indica.
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